Back To Top
ZEISS Progressive Lenses

Busca Lojas Conceito ZEISS e i.Terminal

Categoria

A luz azul: o que faz bem e o que faz mal

De quanta luz azul precisamos? E como e quando devemos nos proteger contra ela?

Está surgindo um debate sobre os efeitos benéficos e prejudiciais da luz azul. De um lado, a luz azul pode ajudar a combater a depressão de inverno e a insônia. De outro, ela pode causar lesões permanentes no olho humano. Qual é a questão com a luz azul? E o que mudou no que diz respeito à luz artificial que usamos todos os dias? Por que nossos organismos precisam dos efeitos biológicos desse comprimento de onda? E como e quando devemos nos proteger contra os possíveis efeitos prejudiciais da luz azul? Leia para obter mais informações sobre o que faz bem e o que faz mal em relação à luz azul.  

O espectro visível

A luz que alcança o olho humano e o penetra se divide em luz visível, composta por comprimentos de onda de cerca de 390 nm a 780 nm, e espectro não visível, que inclui a luz da faixa ultravioleta (luz UV) e infravermelha (luz IV).

Já há algum tempo, os especialistas estão cientes de que a luz UV pode causar lesões a tecidos biológicos, como a pele e os olhos, e as pessoas em geral usam meios adequados de proteção solar para evitar esse problema. Contudo, a luz azul violeta também pode causar lesões, especialmente em nossos olhos. A luz azul violeta pode ter menos energia que a ultravioleta, mas, diferentemente da luz UV – que, em sua maior parte, é absorvida pela parte anterior do olho –, a luz azul alcança até a retina.

O componente de luz na faixa azul violeta entre 390 e 50 nm é conhecido como luz visível de alta energia (HEV, na sigla em inglês). Os comprimentos de onda de 390 a 400 nm são considerados particularmente críticos e foram implicados como uma das possíveis causas da fotorretinite, que envolve lesões à retina causadas pela incidência de luz de alta energia.

Aspectos benéficos da luz azul

Estudos científicos demonstraram que a luz tem um efeito benéfico sobre o nosso organismo, ajudando, entre outras coisas, a regular o equilíbrio hormonal. O hormônio melatonina desempenha um papel significativo na regulação do ciclo sono/vigília, e a luz azul da qual precisamos para esse processo é, em sua maior parte, absorvida pelos olhos. Outro fator importante nesse processo é um pigmento que absorve luz no olho chamado melanopsina, que, conforme se demonstrou, é mais ativo na porção de comprimento de ondas curtas do espectro visível. Isso significa que a luz azul que alcança nossa retina também desempenha uma função em nosso bem-estar psíquico. É por isso que a fototerapia é usada para tratar a depressão de inverno e a insônia.

A luz UV também está envolvida na produção de vitaminas, o que significa que a estimulação com luz tem um efeito importante sobre nosso metabolismo. Em resumo, nosso corpo precisa da luz azul.

Para dar um exemplo concreto, muitas pessoas conhecem o conceito de insônia associada à idade, que está relacionado ao fato de que os idosos parecem precisar de menos sono. A luz que alcança o olho humano parece desempenhar um papel relevante nesse fenômeno. A catarata, que muitas vezes afeta os idosos, impede que parte da luz azul atinja a retina – e as lentes intraoculares usadas para tratar pacientes com catarata também têm o efeito de bloquear a luz azul. Isso pode perturbar o ritmo dia/noite desses pacientes e altera a quantidade de sono de que eles precisam.

Mas, como em muitos outros casos, a regra que se aplica aqui é “tudo com moderação”.

Efeitos prejudiciais da luz azul

Excesso de luz nas faixas ultravioleta e azul violeta pode causar lesões no olho humano. Além de causar inflamação dolorosa da conjuntiva e da córnea, ela pode produzir lesões no cristalino do olho (p. ex.: catarata) e, sobretudo, na retina (degeneração macular).

É por isso que é tão importante usar óculos de sol com 100% de proteção UV sob o sol forte, especialmente em situações onde há muito ofuscamento, como na água ou em montanhas de neve.

O mundo moderno: fontes de luz com alta proporção de luz azul

De diodos emissores de luz (LEDs) e lâmpadas de xênon às lâmpadas de baixo consumo e à radiação eletromagnética de telas, todas as “novas fontes de luz” criadas para melhorar e facilitar a nossa vida contêm uma proporção mais alta de luz azul do que as lâmpadas tradicionais. A composição diferente do espectro de luz significa que somos expostos a uma quantidade significativamente maior de luz azul do que éramos anteriormente. Isso pode surtir um efeito prejudicial sobre a nossa visão?

Até o momento, não se realizou nenhum estudo para responder perguntas como se o uso de monitores de computador ou a fixação do olhar nessas novas fontes de luz por longos períodos podem causar lesões na retina. É importante lembrar, porém, de que passar uma hora ao ar livre em um dia nublado normal expõe os olhos a 30 vezes mais luz azul do que passar uma hora em um ambiente interno, em frente a uma tela.

Lentes de óculos claras com filtro para luz azul

Faz sentido que as lentes de óculos claras não requeiram proteção UV se forem usadas principalmente em ambientes internos. Contudo, é possível obter lentes com filtro de luz azul, como as que utilizam o revestimento DuraVision® Blue Protect. Por que fazer isso?

A radiação de luz azul de fontes de luz ou telas pode irritar ou cansar os olhos de algumas pessoas. Um filtro azul pode dar mais nitidez à visão de algumas pessoas: os diversos comprimentos de luz visível são refratados pela córnea e pelo cristalino de maneiras ligeiramente diferentes, de modo que nem todos eles atingem o mesmo ponto focal na retina. Algumas pessoas conhecem esse tipo de fenômeno – por exemplo, o fato de que é mais fácil ver bem o vermelho a certa distância e o azul de perto ou a maneira pela qual concentrar o foco em infográficos com linhas vermelhas, verdes e azuis cansa mais do que em linhas sombreadas com a mesma cor ou cores similares. 

Algumas pessoas acreditam que fontes de luz com maior proporção de luz azul as deixa mais inquietas à noite. Em um quarto escuro, ou, em um ambiente externo, na hora do por do sol ou à noite, nossos olhos entram em um modo de visão diferente. Sob baixa luz, o olho humano passa da sensibilidade ao verde ao espectro de luz azul de alta energia. Isso significa que percebemos a luz azul mais intensamente, o que pode provocar a sensação de mais ofuscamento. Esse é um efeito conhecido pelos motoristas que se sentem cegados pelas luzes ofuscantes dos faróis de outros veículos, sobretudo os que utilizam as modernas luzes de xênon ou LED. Lentes de óculos claras com filtro para luz azul podem aumentar o conforto visual nessas situações.

O DuraVision® BlueProtect é um revestimento para lentes claras que pode ser aplicado como uma camada adicional. O produto oferece todos os benefícios da linha de revestimentos DuraVision® Premium, da ZEISS, incluindo maior resistência em design concebido para facilitar a limpeza. O revestimento BlueProtect também inclui um filtro azul que atenua a luz azul na faixa de 390 nm a 440 nm. Isso aumenta o conforto visual para qualquer usuário que deseje se proteger contra a luz azul durante atividades em ambientes internos sem abrir mãos dos benefícios da luz azul na faixa de 450 nm a 500 nm! Pode-se usar óculos com o revestimento DuraVision® BlueProtect o dia inteiro, a menos que você prefira usar, em ambientes externos, seus óculos de sol ou lentes PhotoFusion®, que também proporcionam 100% de proteção UV.

Como os serviços digitais estão mudando nossa visão

Tablets, smartphones e outras telas digitais não estão mudando somente o espectro de luz a que estamos expostos – também estão mudando nosso comportamento visual. É importante reconhecer que estamos passando mais tempo olhando as coisas “de perto” do que fazíamos antes. Isso muitas vezes se deve ao brilho de fundo ser muito baixo. E até as crianças apresentam esse problema: a “miopia escolar” está relacionada ao aumento da propensão das crianças de ter miopia assim que entram na escola.

Se deixarmos de dedicar um tempo suficiente a olhar de longe, nossos olhos não terão muitas oportunidades de relaxar e nós essencialmente “desaprenderemos” a focar rapidamente a várias distâncias. Isso causa tensão digital nos olhos. Além disso, naturalmente piscamos menos quando estamos olhando fixamente para telas digitais e, com isso, o líquido lacrimal hidrata menos a córnea. Isso pode causar tensão e cansaço ocular. No pior caso, pode até comprometer a nossa visão.

Nossa dica: Recomendamos fazer um maior número de intervalos para os olhos, olhando à distância com muito mais frequência – mesmo quando está trabalhando em seu notebook, tablet ou smartphone. E não se esqueça de expor seus olhos a um nível de brilho suficiente, sem deixar de protegê-los adequadamente contra o excesso de luz UV e azul violeta.


Artigos relacionados

A sua configuração de lente ZEISS individual
Saiba como os óculos podem melhorar o seu bem-estar
O uso de óculos inadequados ou a exposição à luz desfavorável podem prejudicar os seus olhos?
De quantos pares de óculos precisa?
Melhor visão com um novo par de lentes
 

Este website usa cookies. Cookies são pequenos arquivos de texto criados pelos websites e armazenados em seu computador. O uso de cookies é uma prática comum que permite melhorar o desempenho e a visualização dos sites. Ao navegar em nossos sites você está concordando com o seu uso. mais

OK